terça-feira, 9 de dezembro de 2008

DIREITA, EU?

O direitista não se reconhece como tal. Embora seja facilmente identificável, ele se considera centrista, alardeando que a virtude esta no meio, aproveitando-se de uma tirada aristotélica. Seus atos e convicções, são inoculáveis. Ele tem certeza de que jamais existirá –nem ele aceitaria –a distribuição da riqueza entre os homens, por mais que Lea tenha resultado do trabalho de todos. Se tiver de optar entre a construção de um presídio e de uma escola, ele escolherá a primeira proposta, porque acredita piamente que os desvios de conduta são originados no DNA da pessoa e não no meio que foi obrigado a viver. Ele acha que o povo é burro, que a maioria é incompetente e por isso não “subiu” na vida. Que o povo tem cheiro! Direitos humanos, justiça social, distribuição de renda são balelas, conversa mole dessa raça que se nega a entender que o socialismo esta morto, as ideologias estão mortas. Assim como foi decretado por um pensador norte-americano o fim da história, com o triunfo definitivo da democracia liberal ocidental, baseada na propriedade privada e no mercado... (...).
Especial CAROS AMIGOS, outubro d 2008, nº26, pg. 04